Pascal Air, Refrigeração de até -100 °C para conservação de vacinas

Fato: a conservação das vacinas é feita através da Cadeia do Frio, que inclui o armazenamento, o transporte, a sua manipulação e as condições de refrigeração, isto,  desde o laboratório produtor até o momento em que a dose é aplicada. Pois bem, dentro desta Cadeia, como já se sabe, o sistema de Refrigeração é fundamental. No caso de vacinas, elas devem estar em seu estado concentrado, geralmente, sob temperatura de -70 °C. E aí entra a tecnologia do Grupo Mayekawa:  o sistema de refrigeração Pascal Air, projetado para aplicações de baixa temperatura, comprovando ser altamente flexível, com uma ampla faixa de controle de temperatura desde -45 °C  até  -100 °C. Dentro da filosofia Natural Five* da Mayekawa, o Pascal Air opera com ar, que provou ser o refrigerante natural definitivo para aplicações de baixa temperatura. Além disso, possui potencial zero de destruição da camada de ozônio e potencial zero de aquecimento global, não tóxico e não inflamável, tornando-o um elemento perfeito para aplicações de refrigeração de baixa temperatura, como armazenamentos de vacinas e alimentos.

Por dentro do sistema – O sistema usa ciclo aberto, fazendo com que o ar circule diretamente na câmara refrigerada. Ainda, mesmo em caso de vazamento, justamente por utilizar o ciclo aberto, não haverá danos ou ameaça à segurança dos usuários nem do local. O Pascal Air comprime o ar, remove o calor de compressão e expande o ar adiabaticamente para resfriar, como exemplo, resfriar as vacinas a -70°C utilizando apenas o ar.

Como não há resfriadores de ar no sistema, o Pascal Air é compacto, além disso, o sistema é um substituto adequado para sistemas de refrigeração em cascata de temperatura ultrabaixa, bem como para sistemas de refrigeração com nitrogênio líquido. O sistema utiliza um expansor turbo compressor integrado, onde o compressor e o expansor são conectados no mesmo eixo com o mesmo motor e é capaz de economizar até 25% de energia em comparação com um sistema convencional. “Temos visto nos noticiários que quatro das onze vacinas prometem entre 70 a 95% de eficácia contra o novo Coronavírus, segundo divulgam suas desenvolvedoras. O que é fantástico, pois o mundo espera ansiosamente por isso. No entanto, se a Cadeia do Frio se romper tanto na logística quanto na conservação das doses, todo esse trabalho ficará comprometido, podendo ter reveses importantes para a população”, alerta o diretor comercial da Mayekawa do Brasil, Silvio Guglielmoni.

Segundo o Ministério da Saúde, através do Manual Rede do Frio, publicado pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI), “a Rede de Frio ou Cadeia de Frio é o processo de armazenamento, conservação, manipulação, distribuição e transporte dos imunobiológicos do Programa Nacional de Imunizações, e deve ter as condições adequadas de refrigeração, desde o laboratório produtor até o momento em que a vacina é administrada. O objetivo final da Rede de Frio é assegurar que todos os imunobiológicos administrados mantenham suas características iniciais, a fim de conferir imunidade, haja vista que são produtos termolábeis, isto é, se deterioram depois de determinado tempo quando expostos a variações de temperaturas inadequadas à sua conservação. O calor acelera a inativação dos componentes imunogênicos. É necessário, portanto, mantê-los constantemente refrigerados, utilizando instalações e equipamentos adequados em todas as instâncias: nacional, estadual, regional ou distrital e municipal/local. Um manuseio inadequado (…) pode interromper o processo de refrigeração, comprometendo a potência e eficácia dos imunobiológicos”

Existe uma grande preocupação com a conservação das vacinas porque elas são produtos sensíveis a variações de temperatura, “isto quer dizer que se não conservadas adequadamente podem perder sua eficácia, portanto é fundamental que este processo deve ser mantido da fabricação até a aplicação”, finaliza Guglielmoni.

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