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SAIBA MAIS: O que é e como funciona um sistema VRF?

Atualmente o mercado de HVACR tem falado muito sobre VRF, Mas você sabe o que é? Como este sistem funciona? Para começar, VRF significa Variable Refrigerant Flow, em português: Fluxo de Refrigerante Variável. É a uma variação da tradução da outra sigla VRV: Volume de Refrigerante Variável, nome hoje propriedade da Daikin, uma vez que o nome foi registrado pela empresa, ainda na época da Day Brasil. As demais empresas do setor utilizam VRF para a mesma tecnologia. De acordo com a Ashrae (2007) – O termo “Variable Refrigerant Flow” refere-se à capacidade de um sistema HVAC de controlar a quantidade de refrigerante que flui para as unidades internas/evaporadores, que podem ser muitas e de diferentes capacidades e configurações, com controle do conforto de forma individualizada, resfriamento e aquecimento simultâneos em diferentes zonas com recuperação de calor de uma zona a outra.Já de acordo com a AHRI Standards & Policy Committee (2009) – O VRF ou VRV é um sistema Mult Split de expansão direta com incorporação de pelo menos um compressor de capacidade variável, distribuindo refrigerante por uma rede de cobre para múltiplas unidades internas, capazes de controlar cada uma sua zona de temperatura, através de dispositivos de controle de zona e rede de comunicação comum, com tubulação de cobre interconectada.Podemos melhorar dizendo que para ser um VRV é necessário possuir pelo menos 1 compressor inverter e que o dispositivo de expansão tem de ser válvula de expansão eletrônica localizada nas unidades internas. Some-se a isso que para ser um sistema VRV a comunicação de sinal deverá ser feita apenas por 1 cabo e que, para ser um VRV, é necessário que tenha uma tubulação frigorífica única, onde os evaporadores vão sendo conectados através de uma peça chamada de “Refnet Joint”. O número de evaporadores é alto, a flexibilidade idem. A operação de um sistema VRV poderá ser parcial, individual ou total.

E como funciona um sistema VRF? – Imagine uma instalação de VRF composta de uma unidade condensadora e 16 unidades evaporadoras, de vários tipos, que estão atendendo a um conjunto de salas de escritório. Logo pela manhã, em um dia quente, o primeiro funcionário chega e ajusta o controle remoto da máquina da sua sala em 23 ºC. Este sinal de temperatura, então, através do cabo de sinal único, vai até a placa de controle microprocessado na unidade condensadora. Pronto, o compressor inverter começa a acelerar para liberar a vazão de fluido refrigerante necessária para aquela solicitação. Ao mesmo tempo, e de forma sincronizada com o compressor, a válvula de expansão eletrônica, localizada no evaporador, abre dando passagem ao fluido refrigerante. Conforme o ar da sala vai retornando para o evaporador cada vez mais frio e próximo da temperatura de “set point” desejada, a válvula vai fechando e o compressor inverter desacelerando. Isso é possível porque o superaquecimento é controlado pela válvula no evaporador, existem termistores antes e depois dela que medem o diferencial de temperatura constantemente. Quanto maior o diferencial, ajustado automaticamente em 5 ºC, mais fluido é liberado. Quanto menor o diferencial, menos fluido, menor a vazão passando pelo evaporador.

A válvula de expansão então tem duas funções:

1) Controlar o superaquecimento (no resfriamento) ou o subresfriamento (no aquecimento), regulando a vazão de fluido, pela maior ou menor abertura; 

2) Funciona como válvula solenóide, abre e fecha.

Então chega o segundo funcionário e faz a mesma coisa, liga a sua máquina, porém, em 22 ºC. Tudo o que foi  explicado acima ocorre novamente, e continua ocorrendo com a primeira máquina ligada. A cada 20 segundos todas as informações, os sinais, são reunidos no controle microprocessado que então libera a vazão proporcional, mas agora, suficientes para 2 evaporadoras em vez de 1.

E é assim que acontece o tempo todo: o compressor acelera e a válvula abre mais ou o compressor desacelera e a válvula fecha mais, com liberação da vazão proporcional.

(Fonte: Daikin.com.br)

Reproduzimos abaixo, declarações do professor Beyer, por ocasião de um debate ocorrido em evento conjunto entre a Asbrav (Associação Sul Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Aquecimento e Ventilação) e o Chapter Brasil da Ashrae, cujo tema foi: “Sistema de VRF quente | frio simultâneo é tendência dos prédios do futuro”

Coube ao diretor de Ensino e Treinamento da Asbrav, Paulo Otto Beyer, falar sobre VRF Quente/Frio Simultâneo, fazendo uma análise do funcionamento dos equipamentos com fluxo de refrigerante variável, seu modo básico de controle e os efeitos nas curvas de desempenho do equipamento. “Atualmente, existe uma clara tendência de maior utilização de sistemas VRF em prédios de escritórios, hotéis, instituições de ensino e residências de alto padrão, já que o gerenciamento da utilização da energia em um empreendimento pode proporcionar expressiva redução do seu consumo”, salientou o palestrante. Paulo Otto Beyer lembrou que o VRF é um sistema relativamente novo se comparado às soluções de água gelada, e está buscando ampliar seu espaço nas edificações. Na maioria das situações o VRF traz benefícios como automação embarcada, flexibilidade de atendimento de cargas parciais baixas, excelente desempenho em cargas flutuantes, controle de temperatura preciso e individual e instalação modular de baixo impacto à estrutura arquitetônica. “O VRF pode se mostrar mais favorável em todas as aplicações de conforto, com os devidos cuidados com a tomada de ar exterior e com as aplicações com grande demanda de calor latente”, comentou Beyer.

Durante o evento, o presidente do Chapter Brasil da ASHRAE, Paulo Presotto, destacou a trajetória da entidade que busca o desenvolvimento das artes e ciências do HVAC&R, para benefício dos seus associados e da sociedade. Com mais de cem anos de existência, a ASHRAE possui mais de 53 mil associados em todo mundo e tem uma grande preocupação com a sua continuidade e seu legado. Pensando no futuro, criou programas específicos para formação de novas lideranças através do Student Activities e o YEA – Young Engineers on ASHRAE.

(Fonte: Asbrav)

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