Manutenções e revisões sazonais ajudam a reduzir custos e mantêm o funcionamento dos aparelhos
Com a chegada do verão, o uso de sistemas de climatização aumenta, e o impacto disso pode ser sentido tanto no desempenho dos equipamentos quanto na conta de energia.
Essa alta demanda muitas vezes sobrecarrega os aparelhos, levando a falhas que poderiam ser evitadas com ajustes simples feitos antes do calor intenso.
Um levantamento da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (ABRAVA) aponta que cerca de 40% dos problemas nos sistemas de climatização podem ser prevenidos com manutenção regular.
Além disso, aparelhos sem os devidos cuidados podem consumir até 20% mais energia, o que pesa no orçamento, especialmente para quem usa ar-condicionado com frequência.
Patrick Galletti, engenheiro de climatização e CEO do Grupo RETEC, explica que é importante se antecipar aos problemas, pois reparos emergenciais podem até sair mais caros que os preventivos.
“Quando chega o verão, os sistemas entram em operação máxima, e qualquer desgaste acumulado acaba gerando falhas ainda maiores. Fazer uma revisão antes de começar o período de maior uso ajuda a evitar paradas e despesas inesperadas”, afirma.
Cuidados que fazem diferença – Cuidar dos filtros de ar é uma das primeiras medidas para garantir que o equipamento funcione bem. Filtros sujos prejudicam a eficiência do sistema, elevam o consumo de energia e podem afetar a qualidade do ar.
“Um filtro obstruído força o equipamento a trabalhar mais para alcançar a temperatura definida, o que gera maior consumo e aumenta o risco de danos ao motor”, explica Galletti.
Ele recomenda verificar e limpar os filtros pelo menos uma vez por mês, especialmente em cidades com alta poluição ou em locais com grande fluxo de pessoas.
Outro ponto importante é o nível de gás refrigerante, que deve ser mantido dentro dos padrões indicados pelo fabricante.
Galletti lembra que operar com pouco fluido compromete o desempenho do sistema e pode causar superaquecimento.
A recarga ou manutenção do gás deve ser feita por técnicos especializados, já que o manuseio incorreto pode danificar o equipamento e gerar impactos ambientais.
Como ajustar o uso no verão – O ajuste do termostato é uma estratégia simples que ajuda a evitar o uso excessivo de energia.
De acordo com Galletti, configurar o ar-condicionado para temperaturas entre 23 ºC e 25 ºC já é suficiente para manter o conforto, sem exigir tanto do equipamento.
“Temperaturas muito baixas, como 18 ºC, aumentam muito o consumo, e o ambiente nem sempre precisa estar tão frio.
Usar a climatização de forma mais equilibrada pode ajudar a economizar. Além disso, evita choques térmicos ao sair de um ambiente climatizado para as altas temperaturas externas”, comenta o especialista.
Ele também sugere que as saídas de ar do equipamento estejam sempre desobstruídas.
Qualquer objeto que bloqueie o fluxo de ar, como móveis ou cortinas, pode reduzir a eficiência do aparelho.
Dicas para economizar – Além de ajustes nos equipamentos, algumas práticas simples podem ajudar a aliviar o peso do consumo de energia.
Abrir janelas durante a noite, quando o clima está mais fresco, e usar cortinas para reduzir a entrada de calor são exemplos de medidas que complementam o uso do ar-condicionado.
Galletti sugere também desligar o aparelho em ambientes que não estão sendo utilizados.
“Manter a climatização só nos espaços que estão ocupados é uma forma prática de reduzir o consumo e evitar o desgaste desnecessário do sistema”, afirma.
Por fim, o especialista destaca que sistemas com tecnologia inverter, que regulam automaticamente a potência do equipamento, são uma boa opção para quem usa ar-condicionado com frequência.
“Equipamentos inverter oferecem um consumo mais eficiente e ajudam a reduzir o impacto financeiro do uso contínuo”, conclui.
Preparar os sistemas de climatização para o verão evita transtornos e ajuda a manter os aparelhos funcionando corretamente.
Afinal, os equipamentos serão muito necessários durante as cada vez mais frequentes ondas de calor.





