Com fábrica em Manaus e portfólio cada vez mais conectado, companhia reforça estratégia em setor impulsionado por demanda, eficiência energética e inovação
O mercado brasileiro de climatização vive um momento de expansão, impulsionado por temperaturas mais elevadas, maior uso residencial dos equipamentos e um consumidor mais atento à eficiência energética, desempenho e custo-benefício. Nesse cenário, a Gree Electric Appliances, uma das líderes mundiais do segmento HVAC (Aquecimento, Ventilação e Ar-Condicionado), tem reforçado sua estratégia no país ao combinar inovação tecnológica com produção local.
Presente no Brasil há mais de 25 anos, a companhia aposta em um portfólio cada vez mais conectado e inteligente, com destaque para soluções que incorporam inteligência artificial no funcionamento dos equipamentos, movimento que acompanha uma tendência global de eletrodomésticos mais autônomos e eficientes, e que também responde à busca do setor por produtos com maior valor agregado.

“No segmento de climatização, a tecnologia deixou de ser apenas um diferencial e passou a ser parte central da decisão de compra”, afirma Carlos Murano, gerente executivo de vendas da Gree. “Hoje, o consumidor busca equipamentos que entreguem desempenho, economia de energia e facilidade de uso no dia a dia.”
IA aplicada à eficência e ao consumo – A presença de inteligência artificial nos aparelhos de ar-condicionado já começa a ganhar espaço no mercado brasileiro. Na prática, essa tecnologia permite que o equipamento monitore condições do ambiente e padrões de uso, ajustando automaticamente seu funcionamento para otimizar desempenho e consumo de energia.
“São sistemas que conseguem analisar variáveis como temperatura, frequência de uso e até preferências do usuário para operar de forma mais eficiente”, explica Murano. “Isso torna o funcionamento mais equilibrado e reduz desperdícios.”
Além disso, recursos como conectividade via aplicativo e integração com assistentes de voz reforçam a tendência de integração dos eletrodomésticos ao ecossistema de casas inteligentes, movimento que também amplia a percepção de valor do produto no ponto de venda.
Produção nacional como diferencial competitivo – Paralelamente ao avanço tecnológico, a Gree mantém um dos seus principais diferenciais estratégicos no país: a produção local. A fábrica instalada na Zona Franca de Manaus opera como um hub relevante dentro da estrutura global da companhia, permitindo maior agilidade na adaptação dos produtos às demandas do mercado brasileiro.
“A produção nacional nos dá flexibilidade para responder mais rapidamente às necessidades do consumidor local, além de garantir maior controle sobre qualidade e processos”, afirma o especialista.
A unidade também contribui para ganhos logísticos e operacionais, reduzindo prazos e permitindo maior competitividade em um mercado cada vez mais disputado. Na prática, esse modelo fortalece a capacidade da companhia de combinar escala, eficiência e adaptação local, fatores cada vez mais relevantes para o setor.
Portfólio acompanha evolução do mercado – Dentro dessa estratégia, a empresa tem ampliado sua oferta de produtos no país, com modelos que combinam eficiência energética, conectividade e desempenho. Um dos destaques recentes é o G-Side, apresentado ao mercado durante a Febrava 2025 e que passa a ser comercializado no Brasil a partir de junho.
O modelo reúne características clássicas da categoria com tecnologias mais avançadas, como inteligência embarcada, operação eficiente e baixo nível de ruído, refletindo a tendência de tornar recursos antes concentrados em produtos premium mais acessíveis ao consumidor e, ao mesmo tempo, mais competitivos para o varejo e para a indústria.
“Existe um movimento claro de ampliação do acesso à tecnologia dentro da climatização. O desafio das fabricantes é equilibrar inovação, desempenho e proposta de valor”, avalia o head de vendas da Gree.
Crescimento e perspectiva de mercado – Com um mercado impulsionado por fatores climáticos e mudanças no comportamento de consumo, a expectativa é de continuidade na expansão do setor nos próximos anos. Nesse contexto, eficiência energética, conectividade e durabilidade tendem a ganhar ainda mais relevância. “A climatização deixou de ser um item pontual e passou a fazer parte da rotina das pessoas. Isso muda completamente a forma como os produtos são desenvolvidos e percebidos”, conclui o executivo.





