No momento de escolher o melhor condicionador de ar é necessário definir algumas características do equipamento para ter conforto térmico sem ter dor de cabeça. O profissional responsável ou próprio usuário deve selecionar o modelo, a capacidade, tipo de acordo com as necessidades de conforto e o local onde instalar. Outra decisão é sobre utilizar o equipamento com a tecnologia inverter ou não.
Mas você sabe o que é essa tecnologia, onde começou e como funciona? Assim, abordaremos aqui como é o sistema inverter, a operação, controle de temperatura, ruído, preço e outras informações. Confira:
Como surgiu? A tecnologia inverter só se popularizou no Brasil nos últimos 10 anos nos equipamentos do tipo split, porém o primeiro equipamento condicionador de ar residencial com tecnologia inverter foi lançado pela Toshiba, no Japão em dezembro de 1981. Tudo começou com a crise do petróleo de 1973, que causou uma crise mundial, ocasionando a necessidade de economia da energia elétrica e, também, modos de tornar aparelhos eletroeletrônicos mais eficientes e compactos.
Naquele período, surge a japonesa, que vinha trabalhando com inversores, também chamados de conversores de frequência – uma peça eletrônica que acoplada a um motor para controlar as rotações ou frequência de empuxos. Desse modo, o conversor recebe uma informação, e faz a dosagem da frequência máxima necessária para o motor operar e ainda manter as funções do aparelho normais. A tecnologia foi incorporada, mas o conversor passou a ser chamado de inverter.
Também é preciso informar que o inverter não foi uma tecnologia criada pela Toshiba e nem especialmente para o condicionador de ar. Os conversores de frequência eram usados, inclusive, em grandes máquinas industriais para poupar esforço e consumo de energia. De fato, a japonesa lançou em 1980 um conversor de frequência muito pequeno e que poderia ser colocado dentro de um condicionador de ar. O desafio dos engenheiros era saber como um compressor, feito para ou estar ligado na sua potência máxima ou desligar em absoluto, reagiria a um modulador de frequência que controlaria a força de trabalho. Os resultados foram os mais variados: os compressores vazavam óleo quando o inverter os faziam trabalhar com muita força e ficavam sem lubrificante quando trabalhavam com menos força. Além disso o ruído dos equipamentos era muito alto e até mesmo havia um maior desgaste nas peças, num processo que arruinou inúmeros compressores em testes e protótipos. Mas a engenharia japonesa foi resolvendo cada um daqueles problemas.
Ao final de agosto de 1981, os engenheiros já tinham passado a voltagem de 110v para 220v, uma vez que essa última foi considerada na época a mais estável para o funcionamento do inverter, assim, também, como reduziu seu tamanho para um terço do inverter original lançado no ano anterior.
Afinal, como a tecnologia inverter funciona? No sistema inverter está instalado dentro do equipamento um inversor de frequência que controla o rotor do compressor, o que faz com que o equipamento ofereça apenas a capacidade da carga térmica necessária. Para isso, existem sensores de temperatura e o equipamento automaticamente muda de capacidade conforme a demanda de temperatura desejada no ambiente. Assim, o compressor trabalha de acordo com a demanda térmica necessária no ambiente, não extrapolando mais do que o indispensável. No caso dos condicionadores de ar, depois que a temperatura de conforto térmico é atingida, o compressor trabalha com uma rotação variável e contínua, o que significa que não desliga – evitando picos de energia – que, por sua vez, consome menos quantidade de eletricidade. O dispositivo inverter garante economia de energia, em média, de até 60% por mês, dependendo da marca e do modelo.
Ruído – Atualmente, o ruído do sistema inverter é menor por conta do compressor que opera com rotação variável e contínua. No equipamento, geralmente, há apenas um nível de regulagem adicional da velocidade do fluxo de ar que o torna mais lento e suave.
Tempo de resfriamento – Outra característica é o tempo que os equipamentos atingem a temperatura desejada. Em média, o modelo convencional de condicionador de ar necessita de um tempo um pouco maior de operação para atingir a temperatura desejada comparado com o dotado da tecnologia Inverter, que em função do fluido refrigerante circular com maior pressão no equipamento, resulta em melhor troca de calor.
Manutenção – No Inverter há maior número de componentes eletrônicos dentro do equipamento e, nesse sentido, é preciso profissionais qualificados nesta tecnologia. Por este motivo, os custos de manutenção, geralmente, são mais elevados. No entanto com a popularização desta tecnologia, os valores de manutenção tendem a se equiparar entre os sistemas convencionais e inverter.
Preço – Para obter um equipamento inverter é preciso um maior investimento devido à tecnologia. Porém este valor retorna depois de um tempo, haja vista a economia no consumo de energia, como dito anteriormente.
Há diferença de acordo com a região do país? – Basicamente não, mas o equipamento inverter pode ser especialmente indicado em locais onde a variação climática é maior, como na região sudeste, em que a variação de temperatura pode oscilar em até 10 ºC em apenas um dia. A tecnologia é indicada porque mantém a temperatura constante sem grandes variações.
Em síntese, o principal responsável pela diferença entre a tecnologia inverter e a convencional é dispositivo inversor de frequência, que controla tanto o compressor quanto o ventilador.
Fique tranquilo! O dispositivo inverter não interfere em outras funcionalidades do equipamento como o modo Sleep, Timer, Turbo e modo Voice.
Para finalizar, o equipamento com tecnologia inverter está disponível em modelos de condicionadores de ar do tipo split, multi split, cassete e também piso-teto. Ah! além disso a tecnologia também está disponível em refrigeradores, máquinas de lavar roupas, lavadoras e microondas.