Consumo depende da temperatura externa, ajuste do aparelho, tempo de uso, isolamento térmico e eficiência do equipamento
Nos dias frios, uma dúvida é comum entre consumidores que utilizam ar-condicionado com ciclo reverso: o modo aquecimento gasta mais energia do que o modo refrigeração?
Segundo o supervisor de Pesquisa e Desenvolvimento da Gree do Brasil, Romenig Magalhães, não existe uma regra que permita afirmar que uma das funções seja necessariamente mais econômica.
“O desempenho energético dos aparelhos comercializados no Brasil é avaliado pelo Inmetro com foco na operação de refrigeração. Por isso, não existe uma classificação oficial que permita dizer, de forma geral, que a função aquecimento consome mais ou menos energia do que a refrigeração”, explica.
O que influencia o consumo do ar-condicionado?
Na prática, fatores como temperatura externa, temperatura programada, tempo de funcionamento, isolamento térmico do ambiente e
eficiência do equipamento interferem diretamente no consumo.
Nos aparelhos com ciclo reverso, o mesmo princípio de funcionamento permite tanto resfriar quanto aquecer o ambiente. A demanda de energia, entretanto, varia de acordo com as condições de operação.
“A demanda de energia pode variar conforme as condições de operação, especialmente a diferença entre a temperatura externa e a selecionada pelo usuário. O consumo efetivo, portanto, depende das características de cada ambiente e da forma de utilização”, afirma Magalhães.
Por isso, mais do que escolher entre quente ou frio, a utilização adequada do sistema é determinante. O correto dimensionamento do equipamento, a escolha de uma temperatura de conforto e as características térmicas do ambiente influenciam seu desempenho.
Evitar temperaturas extremas e realizar a manutenção periódica também são medidas importantes. A limpeza dos filtros, seguindo as recomendações do fabricante, contribui para manter as condições de funcionamento do aparelho.
Ar-condicionado também pode aquecer no inverno
Nos equipamentos com ciclo reverso, a função aquecimento permite utilizar o próprio sistema de climatização durante os períodos de baixa temperatura, sem a necessidade de instalar outro equipamento para essa finalidade.
“Os aparelhos de ar-condicionado com função aquecimento podem proporcionar uma distribuição mais uniforme da temperatura no
ambiente e atender espaços de diferentes dimensões, desde que estejam corretamente dimensionados”, explica o especialista.
Magalhães também destaca a evolução da tecnologia inverter, que ajusta o funcionamento do equipamento conforme a demanda térmica do ambiente.
“A tecnologia embarcada evoluiu muito nos últimos anos. Hoje, equipamentos com tecnologia inverter oferecem funcionamento mais estável e eficiente, proporcionando conforto térmico com melhor aproveitamento da energia ao longo do uso”, conclui.





