Embora o setor de energia e os processos industriais sejam os principais emissores de gases de efeito estufa no Brasil, de acordo com levantamento do SEEG ( Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa ), o desempenho energético dos edifícios comerciais também é uma questão importante na redução do consumo de energia e das emissões desses gases. Esses empreendimentos respondem por 40% da demanda de energia, o que o torna um importante campo para a melhoria da eficiência energética no mundo. No entanto, a gestão energética em edifícios ainda é um desafio, já que seu consumo depende de fatores como o aproveitamento do espaço e a qualidade que se deseja no ambiente interno do edifício. Pablo Aledo, Diretor de Desenvolvimento de Negócios Energia da Veolia, explica que, com as soluções oferecidas pela companhia, é possível atuar na descarbonização. Segundo ele, o conceito de eficiência energética ainda está associado à redução de preços. “Há empresas que buscam implementar eficiência energética apenas para reduzir o preço da conta de

energia. É preciso entender o quanto se gasta e o quanto se paga pela energia consumida. Para isso, é importante fazer a medição constante”.
Erros ao adotar soluções em eficiência energética – De acordo com Aledo, o principal erro do consumidor ao adotar uma solução em eficiência energética é enxergá-la como uma oportunidade de ganho a curto prazo. “O foco da eficiência energética é garantir segurança energética e a sustentabilidade do negócio. Redução de preço é uma consequência. O executivo ainda aponta os erros mais comuns na hora de implementar soluções de eficiência energética. Em lojas, por exemplo, é comum calcular o volume do ar refrigerado de acordo com a metragem do espaço, porém é preciso levar em consideração fatores como a quantidade de luzes instaladas no ambiente, circulação de pessoas, entre outros. Quanto ao uso de aparelhos de ar-condicionado, o problema fica por conta da temperatura abaixo da considerada “confortável”, o que representa um aumento exponencial do consumo
de energia e, consequentemente, no seu custo. “Em locais onde a temperatura costuma ser mais alta, como no caso do Brasil, é comum os ambientes internos dos edifícios estarem muito frios. Além disso, ao longo do dia, as pessoas costumam alterar a temperatura. Tudo isso influencia na eficiência energética do imóvel”, diz Aledo.
Soluções já implementadas – Um bom exemplo é a solução que a companhia desenvolveu para o prédio do Centro de Diagnóstico e Tratamento , localizado em Buenos Aires, que resultou em uma economia de 20%, com um aumento da atividade do cliente em 30%. Por lá, o desafio era garantir a disponibilidade dos serviços do hospital e a redução do consumo elétrico. Para isso, foi implantado um sistema de controle na distribuição de ar, medidores de energia (SCADA), além de sistemas de controle e mudança de tecnologia e sistemas de iluminação. “Por meio das nossas soluções e com o apoio do nosso centro de monitoramento inteligente, conhecido como Hubgrade, reduzimos ainda mais o impacto ambiental, ao mesmo tempo em que proporcionamos redução no consumo de energia e economia financeira para os proprietários e usuários do edifício”, conclui Aledo.





