Nova fase de regulamentação do índice IDRS torna a avaliação mais rigorosa e pode impactar a conta de luz a partir de 2026
O mercado de ar-condicionado no Brasil está passando por uma das maiores transformações dos últimos anos. Novas regras de eficiência energética, mudanças nos fluidos
refrigerantes e critérios mais rígidos do Inmetro estão redefinindo o que significa um aparelho “econômico” e “moderno”. Na prática, isso impacta o consumo de energia, o valor da conta de luz, a durabilidade dos equipamentos e até a escolha do modelo ideal para cada ambiente.
O que muda em relação ao modelo antigo? Antes, a classificação energética era baseada em um único cenário de funcionamento, o que não refletia bem a realidade, principalmente dos aparelhos mais modernos, como os modelos inverter.
Com o IDRS, o Inmetro consegue:
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Medir o consumo ao longo do tempo, e não apenas em pico máximo
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Diferenciar melhor aparelhos realmente eficientes
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Valorizar tecnologias que economizam energia no uso contínuo
Por isso, muitos equipamentos que antes apareciam como “A” agora precisam atingir padrões mais altos para manter essa classificação.
Quais são os novos critérios da classe A? Com a nova regra:
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A classe A passou a exigir um desempenho mínimo mais elevado
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O índice mínimo atual é de 5,5
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A partir de 2026, esse valor sobe para 7,0
Isso significa que o selo “A” ficou mais exigente. Nem todo aparelho que era considerado econômico no passado atende aos padrões atuais.
Por que o Inmetro mudou as regras? A mudança não aconteceu por acaso. Ela responde a três fatores principais:
1. Aumento do consumo de energia – O uso de ar-condicionado cresceu muito nos últimos anos, impulsionado pelo aumento das temperaturas, crescimento urbano e maior acesso aos equipamentos.
2. Avanço da tecnologia – Aparelhos inverter, sistemas mais inteligentes e novos gases refrigerantes exigem um método de avaliação mais moderno e justo.
3. Sustentabilidade e impacto ambiental – Equipamentos mais eficientes consomem menos energia, reduzem a pressão sobre o sistema elétrico e ajudam a diminuir impactos ambientais no longo prazo.
A nova classificação tem relação com os fluidos refrigerantes? Sim. A mudança na eficiência energética caminha junto com a transição para fluidos refrigerantes de menor impacto ambiental. O Brasil adotou compromissos internacionais para reduzir gradualmente o uso de gases com alto potencial de aquecimento global. Por isso, fabricantes estão investindo em alternativas mais eficientes e sustentáveis, como:
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R-32
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R-290 (propano)
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R-600a (isobutano)
Além de menos agressivos ao meio ambiente, esses gases costumam melhorar o desempenho energético dos aparelhos.
O que muda para quem vai comprar um ar-condicionado? Para o consumidor, a principal mudança é que olhar apenas a letra do selo não é mais suficiente. Agora, vale prestar atenção em:
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Índice IDRS informado na etiqueta
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Tipo de tecnologia (inverter ou convencional)
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Capacidade correta para o ambiente
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Tipo de gás refrigerante utilizado
Um aparelho classe A com IDRS mais alto tende a consumir menos energia ao longo do tempo, mesmo que o investimento inicial seja um pouco maior.
Vale a pena trocar um aparelho antigo? Depende. Mas, em muitos casos, sim.
Modelos antigos, especialmente os que não são inverter, costumam consumir mais energia para entregar o mesmo nível de conforto. Com as novas regras, a diferença de eficiência entre um aparelho moderno e um antigo ficou ainda mais clara. Em uso frequente, a economia na conta de luz pode compensar a troca ao longo dos anos.
Como escolher um ar-condicionado mais eficiente hoje?
Algumas recomendações práticas:

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Priorize aparelhos com selo A dentro da nova classificação
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Verifique o IDRS, não apenas a letra do selo
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Escolha a capacidade correta (BTUs) para o ambiente
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Prefira modelos inverter, principalmente para uso diário
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Mantenha a manutenção em dia para garantir o desempenho real
Conclusão: eficiência deixou de ser diferencial e virou regra – A nova classificação energética marca uma mudança importante no setor de climatização. O ar-condicionado deixou de ser apenas um item de conforto e passou a fazer parte das estratégias de economia de energia, sustentabilidade e eficiência a longo prazo. Para o consumidor, a boa notícia é clara: as regras estão mais rigorosas, a tecnologia está melhor e as informações estão mais transparentes para ajudar na escolha certa.
Fonte: CentralAr