Responsável por mais de 50% do consumo de energia de uma edificação, o ar condicionado pode se tornar aliado na economia da conta de luz
Quando o assunto é calor, é comum pensarmos logo de cara no ar condicionado. Criado em 1902 para solucionar um problema de umidade, esse tipo de aparelho se tornou um item de primeira necessidade para climatização, tanto em residências quanto em ambientes corporativos e industriais, como fábricas, hospitais, escritórios e supermercados. No entanto, esse recurso pode custar caro, pois o ar condicionado é responsável pelo consumo de 50% da energia de um prédio e, além disso, o país enfrenta a maior crise energética dos últimos 90 anos. “A crise trouxe o risco de apagões, a necessidade de economia de energia e, principalmente, mais eficiência”, destaca Vanessa Gaitkoski, coordenadora de Operações Parts & Ductless da Trane no Brasil. A empresa, que é líder mundial em soluções de climatização para ambientes comerciais e residenciais, tem investido fortemente em sistemas mais eficientes. “Investir em monitoramento com sensores inteligentes facilita a manutenção e proporciona uma vida útil mais longa às máquinas. Nossa linha comercial permite monitorar e acompanhar o funcionamento de 32 máquinas simultaneamente, com um sistema de automação sem fio e de rápida implementação”, ressalta Vanessa. A executiva destaca ainda que um equipamento com a
manutenção vencida consome mais energia devido à dificuldade de operação. “A falta de troca ou limpeza de filtros é suficiente para fazer com que o ar-condicionado não funcione tão bem, forçando o motor e consumindo mais energia”, diz. Outro fator a ser considerado para o consumo mais consciente de energia por parte dos equipamentos de climatização é o projeto. De acordo com Marcelo Bortone, líder de Canal Comercial da Trane, além de mais econômicos, os projetos eficientes são valorizados pelo mercado e preveem uma gestão plena e um sistema inteligente. O tempo também pode se tornar um vilão, conforme Antônio Almeida, líder de Controles & Contracting da Trane. “Quando analisamos as instalações de ar-condicionado, assim como as pessoas que estão envolvidas em sua operação, podemos comparar essas estruturas a organismos vivos, que merecem cuidados e atenção à sua vida útil. O tempo age deteriorando a edificação, a qualidade interna do ar e, principalmente, corrói os equipamentos. Mais recursos elétricos e hídricos passam a ser necessários, onde ocorre o desperdício. Temos de agir no diagnóstico e na correção do problema”, pontua. Para sanar esse problema, Antônio
lembra que a Trane dispõe de ferramentas que permitem analisar e propor soluções corretivas, como a linha Trace 700. “Com isso, conseguimos estabelecer os gastos do sistema, simular e propor melhorias energéticas com upgrades de equipamentos, sistemas de automação, novas rotinas e, até mesmo, da alteração da configuração atual do sistema”, finaliza.





