Estudo indica como melhorar a Eficiência Energética em escolas

As escolas poderiam reduzir entre 20 e 36% do consumo de energia térmica útil e melhorar a Qualidade Ambiental Interior.

Publicado em 26 de agosto de 2019

O estudo realizado pela pesquisadora Luísa Dias Pereira, no Departamento de Engenharia Mecânica da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), revela que as escolas secundárias reabilitadas pela Parque Escolar (Portugal) poderiam reduzir até 36% o consumo de Energia Térmica útil e melhorar significativamente a Qualidade Ambiental Interior.

De acordo com as conclusões do estudo, “se, no início de cada ano letivo, os sistemas ativos de gestão centralizada – Ar Condicionado, Iluminação, Ventilação- fossem ajustados em função da ocupação das salas de aula e dos horários letivos”, as escolas secundárias reabilitadas pela empresa pública Parque Escolar “poderiam reduzir entre 20% e 36% do consumo de energia térmica “.

A pesquisa no âmbito da tese de doutorado, incidiu sobre oito escolas secundárias reabilitadas pela Parque Escolar, onde foram avaliados vários parâmetros relativos às condições ambientais do interior dos edifícios escolares, tais como o nível de Conforto Térmico, Concentrações de CO2, temperatura, umidade relativa, entre outros.

De acordo com uma nota da FCTUC, com base nos parâmetros observados, “foi desenvolvida uma metodologia que permite estabelecer planos de eficiência energética personalizados, ou seja, consoante as características de cada estabelecimento de ensino”.

“O número de alunos e os horários variam de ano para ano. Por isso, é importante que, no início de cada ano letivo, as direções das escolas olhem para a ocupação que vão ter, sobretudo nas salas de aula, e ajustem os sistemas que são necessários nesses espaços de acordo com o número de ocupantes”, recomenda a pesquisadora

No âmbito deste estudo, publicado na revista científica Energy Efficiency, foi ainda elaborado um manual de boas práticas “que estabelece os principais princípios de atuação para a definição de planos de eficiência energética nas escolas”, refere a FCTUC.

A investigação, integrada no projeto “3Es” (Escolas Energeticamente Eficientes), foi financiada pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia e orientada pelo professor Manuel Gameiro da Silva.

 

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